sexta-feira, 22 de maio de 2015

Bicicletas e facas

Adoro as magrelas! E tenho um cuidado sempre redobrado com laminas afiadas.
Sem conseguir me equilibrar em um pensamento coerente que traduza toda esta violencia urbana que aumenta diariamente, me recolho.
A incapacidade de propor medidas eficazes, solucoes concretas, ou promover discussoes apaixonadas e nao raivosas, me provoca um sentimento de cumplicidade com aqueles que fazem sangrar, apertam os gatilhos, roubam as merendas, saqueiam os cofres publicos e que se silenciam.
Me sinto uma pessoa pessima, um tipo de ema com a cabeca enfiada em um buraco raso.
Sem ponto final, sem desfecho, sem nada, me sentencio com um silencio estrondoso.
Chega de agora.